Estou pronto para abrir um negócio?





Estou pronto para abrir um negócio?

Responda às cinco perguntas a seguir e descubra se você está preparado para ingressar na vida de empresário
Por Carin Homonnay Petti
Chris Close

A ATIVIDADE ME DARÁ PRAZER?

Por mais lucrativa que a empreitada prometa ser, dificilmente você irá para a frente sem paixão pela atividade. “O ambiente dos negócios no Brasil é tão agressivo que quem não gosta do que faz dificilmente resiste à falta de infraestrutura e ao excesso de burocracia”, diz Marcos Hashimoto, coordenador do núcleo de empreendedorismo do Insper (ex-Ibmec São Paulo).

TENHO OS RECURSOS NECESSÁRIOS?

Sem capital inicial próprio, a nova empresa corre risco de não emplacar. “Diante dos juros altos, quem recorre logo de início a empréstimos bancários já começa com o rabo preso”, avalia Hashimoto. Ao calcular o tamanho do investimento inicial, não deixe de considerar o capital de giro. e inclua sempre na conta um pró-labore compatível com suas despesas pessoais. Você precisará de dinheiro para viver enquanto as vendas não forem suficientes para cobrir as contas pessoais.

MINHA FAMÍLIA ACEITA VIVER COM MENOS?

No começo, é comum faltar dinheiro para viagens nas férias e renovações no guarda-roupa. Sua família precisa estar disposta a apertar o cinto. Afinal, é a qualidade de vida de todos que está em jogo.

EU ENXERGO COPOS MEIO CHEIOS OU MEIO VAZIOS?
Sem generosa dose de otimismo dificilmente você será bom empreendedor. O pessimismo exagerado atrapalha a habilidade de superar obstáculos e derruba o moral de toda a equipe. O psicólogo americano Leslie Mayer, especializado em negócios, recomenda aos futuros empresários que peçam para pessoas próximas avaliarem seu comportamento nos momentos difíceis.

ESTOU PREPARADO PARA DESCENTRALIZAR DECISÕES?
Só cresce quem delega tarefas. Mas nem todos estão preparados para dividir as rédeas do negócio. “Muitos não conseguem descentralizar as decisões pela dificuldade em aceitar que os funcionários possam agir a seu próprio modo”, afirma Hashimoto.

Causas de Falências.




Falências de empresas aumentaram 51% desde o primeiro semestre de 2008.

Segundo o SEBRAE, de cada 10 pequenas empresas abertas no Brasil, apenas 2 sobrevivem até o quinto ano de vida.
Trata-se de uma mortalidade superior a 80%.

A pesadíssima carga de impostos, a falta de acesso ao crédito, os juros abusivos, as mudanças repentinas no cenário econômico e nas regras de mercado. Mas, neste caso, não se pode jogar toda a culpa na “crise”.

As pesquisas apontam que a principal causa de falências considerada é a má-gestão empresarial devido à falta de conhecimento gerencial.

3 negócios fora de crise - PEGN

Os setores de iluminação, bufês de festas e sucos apresentam bons números
Reportagem da PEGN sobre 3 setores em crescimento!

VIVER DE LUZ >>> Em um ano em que vários setores parecem se contentar com crescimento próximo de zero, o mercado de iluminação pode comemorar. A Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux) estima um aumento nos negócios de 3% a 5%. Uma das poucas franquias do ramo, a Casa Santa Ifigênia, de São Paulo, oferece dois modelos de lojas, a Compacta, entre 50 m2 e 70 m2, e a Store, a partir de 70 m2.

INVESTIMENTO INICIAL: a partir de R$ 200 mil
TAXA DE FRANQUIA: R$ 40 mil
PRAZO MÉDIO DE RETORNO: 30 a 36 meses


PARABÉNS PARA TODOS >>> Com estimativa de crescimento de até 25% na Grande São Paulo em 2009, de acordo com o Sebrae, os bufês de festa se revelam um negócio em mutação. Na análise da coordenadora do projeto Gestão da Diversão, Maísa Blumenfeld Deorato, os espaços querem atingir um público mais amplo. “Boa parte dos locais tem mirado nos adultos. Eles investem em brinquedos para todas as idades, como o videogame”, explica.

INVESTIMENTO INICIAL: um bufê com 300 m2 exige R$ 250 mil e um médio, de 500 m2, R$ 400 mil.
PRAZO MÉDIO DE RETORNO: 24 a 40 meses


DÁ PARA ESPREMER >>> O setor de sucos se beneficia da onda de saúde e mantém crescimento médio de 5% ao ano, segundo o Sebrae. Uma das vantagens é o valor inicial relativamente baixo. O problema é a sazonalidade. As vendas podem cair 40% no frio. Durante o verão, o faturamento chega a R$ 20 mil no mês.

INVESTIMENTO INICIAL: R$ 30 mil para uma loja de 30m2 a 50 m2
PRAZO MÉDIO DE RETORNO: 24 a 30 meses

Produção industrial cresce pelo nono mês consecutivo, mostra IBGE

Alta foi de 0,8% em setembro frente a agosto.Setor, no entanto, ainda não recuperou perdas sofridas no final de 2008.

A produção da indústria nacional registrou em setembro seu nono mês consecutivo de alta, mostrou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com agosto, a alta foi de 0,8%. Foi o segundo mês consecutivo, no entanto, em que o crescimento perdeu força: em julho, a alta ficara em 2,2%, e em agosto, em 1,2%.

Segundo o IBGE, a indústria acumula ganho de 14,6% desde janeiro. Mas esse crescimento ainda não recuperou as perdas registradas no final de 2008: na comparação com os primeiros nove meses do ano passado, o setor tem queda de 11,6%. Entre meses de setembro, a perda é de 7,8%. No terceiro trimestre de 2009, o resultado também foi negativo frente a igual período do ano anterior (-8,3%), mas positivo frente ao segundo trimestre (4,1%), na série com ajuste sazonal.

Máquinas e veículos

Na passagem de agosto para setembro, os destaques de alta vieram de máquinas e equipamentos e veículos automotores, que cresceram, respectivamente, 5,8% e 3,5%. As principais pressões negativas vieram de refino de petróleo e produção de álcool (-4,7%) e alimentos (-1,0%). Dos 27 ramos pesquisados, o IBGE apontou alta em 17 nesta comparação. Na relação com setembro de 2008, no entanto, a produção industrial recuou em 21 dos 27 setores, com veículos automotores registrando o maior impacto negativo, com queda de 16,6%, seguido por máquinas e equipamentos (-20,0%) e metalurgia básica (-13,1%).

Fonte: http://g1.globo.com/